Segurança Alimentar e Nutricional entre os Guaranis Mbyá da Aldeia Boa Esperança, Aracruz, Espírito Santo, Brasil

Leila César Vargas, Rodrigo da Silva Souza, Camila Barboza Sufiate, Elizabete Marques dos Santos, Marcelo Eliseu Sipioni, Ana Maria Bartels Rezende

Resumo


O estudo descreve a situação de segurança alimentar vivenciada por indivíduos da tribo guarani, moradores da aldeia Boa Esperança, no município de Aracruz, Espírito Santo, Brasil. Foi utilizada a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) adaptada, com 15 questões que refletem a insegurança alimentar e nutricional em diferentes níveis de intensidade. Foram investigados todos os 25 domicílios da aldeia, dos quais foram obtidas informações sociodemográficas. A prevalência de domicílios com algum grau de insegurança alimentar foi de 9% para insegurança leve, 41% moderada e 41% grave. Grande parte dos indivíduos convivia com o medo de ficar sem alimentos, havendo entrevistados que afirmaram ter passado por situações de fome no mês anterior à entrevista, apontando que o mesmo ocorreu com as crianças da família. Situações mais graves de insegurança alimentar e nutricional foram observadas em domicílios onde havia menor renda mensal per capita, maior densidade domiciliar, maior número de filhos por grupo familiar. A utilização da EBIA adaptada mostrou-se uma forma possível de avaliar a situação alimentar das famílias, perpassando desde a preocupação com a falta de alimento no futuro próximo até a redução quantitativa na alimentação. Entretanto, a sua utilização com outros grupos deve ser concebida à luz das especificidades de cada povo, e a aplicação da escala tem de ser precedida de etapa de adaptação.


Palavras-chave


Segurança Alimentar e Nutricional;Guarani;Vulnerabilidade Social; ÍNDIOS SUL-AMERICANOS; SAÚDE DE POPULAÇÕES INDÍGENAS; DIREITOS HUMANOS; QUALIDADE DOS ALIMENTOS

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2014 Revista da Associação Brasileira de Nutrição - RASBRAN