Gordura corporal de crianças e adolescentes vivendo com HIV estimada por antropometria: revisão sistemática

Nathalia Sernizon Guimarães, Milena Maria Moreira Guimarães, Adriana Maria Kakehasi, Júlia de Fonseca Morais Caporali, Unaí Tupinambás

Resumo


Objetivo: Avaliar se, em comparação a absorciometria por raio X de dupla energia (DXA), a antropometria é um bom método para estimar a gordura corporal de crianças e adolescentes vivendo com HIV. Método: Revisão sistemática da literatura realizada nas bases eletrônicas de dados Medline®; LILACS®; SCOPUS® e Biblioteca Digital Brasileira de Teses ou Dissertações®. Resultados: Dos 363 estudos encontrados, quatro foram selecionados. Os estudos apontaram fracas correlações entre a dobra cutânea supra-íliaca (DCSI) em relação à gordura do tronco, braços e pernas avaliada pelo DXA. A circunferência da cintura também esteve fracamente associada à quantidade de gordura do tronco. A razão antropométrica entre as dobras cutâneas subescapular (DCSE) e DCSI, dividida pela soma das dobras cutâneas bicipital (DCB) e tricipital (DCT) [DCSI+DCSE/DCB+DCT] explicou 69% da variabilidade da razão tronco/membros medida pelo DXA. A DCSE associada ao sexo e idade em equações preditivas concordou em 80% com a quantidade de gordura troncular e 85% em gordura total medida pelo DXA. Conclusão: A aferição antropométrica por dobras cutâneas, aplicadas em razões ou equações.


Palavras-chave


crianças, HIV, antropometria, gordura corporal, composição corporal

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