Prevalência de hipertensão arterial e avaliação da ingestão de sódio em uma unidade de alimentação e nutrição

Jamille Mendonça Reinaldo, Ayane de Sá Resende, Mônica de Souza Lima Sant Anna

Resumo


O estudo objetivou quantificar a prevalência de hipertensão arterial e avaliar a ingestão de sódio em uma unidade de alimentação e nutrição (UAN) de Sergipe. A avaliação da prevalência de hipertensão deu-se por questionário auto avaliativo contendo questões sobre hipertensão arterial e histórico familiar para a doença, peso e estatura. Para caracterização do estado nutricional foi calculado o índice de massa corporal. Para avaliação da ingestão de sódio monitorou-se, durante 5 dias, no período do almoço, o sal utilizado na elaboração das preparações, o sal dos saleiros e o sódio intrínseco dos alimentos. Esses três valores foram somados e divididos pela quantidade média de funcionários que almoçaram na UAN durante os dias de avaliação. Descontou-se o sal das preparações do resto e sobras para não superestimar a ingestão de sódio real. A maioria da população estudada constituiu-se de homens adultos e com excesso de peso. A prevalência de hipertensão foi de 12,1%, sendo que destes 90,4% apresentaram sobrepeso. A ingestão média foi de 2311mg de sódio, superando as recomendações do Programa de Alimentação do Trabalhador e da Organização Mundial de Saúde, sendo que os pratos proteicos foram os que mais influenciaram nesta ingestão elevada. Há uma inadequação do ponto de vista nutricional e essa população deve ser alvo de estratégias com foco na promoção da saúde, principalmente, devido ao seu ritmo de trabalho intenso.

Palavras-chave


Sódio, Hipertensão, Trabalhadores; HIPERTENSÃO; SÓDIO/efeitos adversos; SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO; HOMENS; TRABALHADORES; ESTADO NUTRICIONAL

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