Ações de promoção da alimentação saudável no primeiro ano de vida em Macaé

Jane de Carlos Santana Capelli, Camilla Medeiros Macedo da Rocha, Fernanda Amorim de Morais Nascimento Braga, Flavia Farias Lima, Vanessa Schottz Rodriguees, Maria Fernanda Larcher de Almeida, Naiara Sperandio, Luana Silva Monteiro, Márcia Regina Viana, Caroline Gomes Latorre, Alice Bouskelá

Resumo


O estudo visa descrever as experiências de graduandos dos cursos de Nutrição e Enfermagem, participantes de um projeto de extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Campus UFRJ-Macaé, Brasil, nas ações de promoção da alimentação saudável no primeiro ano de vida. Realizou-se um relato de experiências a partir da abordagem de educadores (cinco bolsistas e dois voluntários, graduandos de dois cursos da área da saúde) de um projeto extensionista, que organizaram e executaram três ações educativas: minicurso, oficina e sala de espera, entre 2016-2017; voltadas a comunidade em geral, acadêmicos de graduação, usuários e profissionais da saúde de unidades de saúde de Macaé (educandos). Foram realizadas duas reuniões, utilizando-se a roda de conversa como estratégia para a construção da prática dialógica, nas quais os educadores apresentaram suas experiências vivenciadas nas três ações. Ao analisar os relatos, observaram-se quatro palavras chaves, com suas respectivas ideias centrais: expectativas [quanto ao tipo de estratégia de educação alimentar e nutricional (minicurso, oficina, sala de espera) e receptividade dos participantes]; conhecimento (entendimento do tema e as principais dúvidas dos participantes); formação profissional (aquisição de experiências tanto no âmbito pessoal como profissional); avaliação das atividades (quanto aos objetivos alcançados). As experiências vivenciadas pelos educadores permitiram o diálogo, o aprendizado e a troca de conhecimentos e saberes acerca da alimentação no primeiro ano de vida com os educandos das ações educativas. A oficina foi a melhor estratégia de educação alimentar e nutricional para a promoção da alimentação no primeiro ano de vida.


Palavras-chave


Alimentação Saudável; Aleitamento Materno; Promoção da Saúde; Criança

Texto completo:

PDF

Referências


Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 184 p. (Cadernos de Atenção Básica, 23).

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos: um guia para o profissional da saúde na atenção básica. 2 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. 60 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Pactos pela Saúde 2006, 7).

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 84 p.

Brasil. Ministério da Saúde. Guia alimentar para crianças menores de 2 anos. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. 152 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos).

Brasil. Ministério da Saúde. ENPACS: Estratégia Nacional Para Alimentação Complementar Saudável: Caderno do Tutor. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. 108 p. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde).

Boccolini CS, Boccolini, PMM, Monteiro FR, Venâncio SI, Giugliani ERJ. Tendência de indicadores do aleitamento materno no Brasil em três décadas. Rev. Saúde Pública. 2017; 51: 108.

Flores TR, Nunes BP, Neves RG, Wendt AT, Costa CS, Wehrmeister FC, Bertoldi AD. Consumo de leite materno e fatores associados em crianças menores de dois anos: Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Cad. Saúde Pública. 2017; 33(11).

Silva GAP, Costa KAO, Giugliani ERJ. Alimentação infantil: além dos aspectos nutricionais. J. Pediatr. (Rio J.). 2016;92(3, Supl 1): 2-7.

Andrew N, Harvey K. Infant feeding choices: experience, self-identity and lifestyle. Matern. Child. Nutr. 2011; 7: 48-60.

Freitas DA, Sousa AA, Jones KM. Development, income transfer strategies, and the Nutritional Transition in Brazilian children from a rural and remote region. Rural and Remote Health. 2014; 14(1): 1-6.

Schincaglia RM, Oliveira AC, Sousa LM, Martins KA. Práticas alimentares e fatores associados à introdução precoce da alimentação complementar entre crianças menores de seis meses na região noroeste de Goiânia. Epidemiol. Serv. Saúde. 2015; 24(3): 465-74.

Popkin BM. Sugary beverages represent a threat to global health. Trends Endocrinol. Metab. 2012; 23(2): 591-93.

Nascimento VM. Educação alimentar e nutricional: percepção de professores, coordenadores pedagógicos e nutricionistas. São Paulo. Dissertação [Mestrado em Ensino em Ciência da Saúde] – Universidade Federal de São Paulo. Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde; 2016.

Moreira AF, Pedrosa JG, Pontelo I. O conceito de atividade e suas possibilidades na interpretação de práticas educativas. Rev. Ensaio. 2011; 13(3): 13-29.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Protocolos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN na assistência à saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2008. 61 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde).

Moura AF, Lima MG. A reinvenção da roda: roda de conversa, um instrumento metodológico possível. Temas em Educação. 2014; 23(1): 98-106.

Spink MJ, Menegon VM, Medrado B. Oficinas como estratégia de pesquisa: articulações teórico-metodológicas e aplicações ético-políticas. Psicol. Soc. 2014; 26(1): 32-43.

Trevisan LN, Junqueira LAP. Construindo o “Pacto de Gestão” no SUS: da descentralização tutelada à gestão em rede. Ciênc. Saúde Coletiva. 2007; 12(4): 893-902.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio À Gestão Participativa. Caderno de educação popular e saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2007. 160 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde).

Pereira S, Capelli JCS, Abrahão AL, Anastacio A. A experiência do uso da aprendizagem baseada em projetos como metodologia ativa no programa de educação pelo trabalho para a saúde na aprendizagem da prática profissional. Demetra. 2017; 12(4): 881-98.

Bezerra AAC, Santos DE, Andrade LN. Formação docente, educação e sociedade: lições da estética e da bioética. ECCOS Revista Científica. 2014; 33: 109-24.

Delors J. Os 4 pilares da educação. 2 ed. São Paulo: Cortez; 2003

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Diretoria de Pesquisas. Coordenação de Trabalho e Rendimento. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009: análise do consumo alimentar pessoal no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE; 2011. 150 p.

Casemiro JP. Cultura, participação e educação popular e saúde: a educação alimentar e nutricional como lugar de encontro na escola. Rio de Janeiro. Tese [Doutorado em Ensino em Ciência da Saúde] – Universidade Federal do Rio de Janeiro; 2013

Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Marco de referência de educação alimentar e nutricional para as políticas públicas. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2012. 68 p.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2018 Revista da Associação Brasileira de Nutrição - RASBRAN